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Encerramento ou Adaptação?

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Sabe aquele momento da vida que a gente sente uma exaustão tremenda e não sabe se deve desistir ou insistir?


Fica aquela dúvida dentro da mente, apertando o peito, uma certa angústia ou ansiedade... a inquietação diária, que às vezes tira o sono ou o ânimo para o dia a dia.


Costumam dizer que quando há dúvida é porque já sabemos a resposta. Afinal, aquilo que queremos, não cogitamos nem de longe, perder ou abrir mão.


A questão é que nem sempre é tão simples assim, abrir mão de algo que um dia quisemos tanto. Ou abrir mão de tudo o que vem junto desse "algo" ou "alguém", quem sabe...


Refletir é sempre uma boa pedida, desde que tenha um prazo!

Só pensar não tira ninguém do lugar, assim como só querer, não realiza nada. É preciso pensar e fazer. A atitude deve ser o segundo passo.


Mas quando será que estamos sendo teimosos e insistindo em algo que já não faz mais sentido e quando de fato estamos lutando por algo que vale a pena?

É nesse momento que o autoconhecimento e o bom senso sobre si mesmo, fazem toda a diferença.


Se você está numa situação que te violenta, que fere seus valores, princípios ou te molda a ser algo que você não é, ou que te priva de ser quem você deseja ser, certamente é importante colocar um ponto final.


Mas onde devo colocar o ponto final?

Existem duas formas de finalizar algo. Seja encerrando por definitivo a situação e mudando seu caminho ou mudando a si mesmo para que este caminho se torne mais viável e interessante para você. SIM! Ás vezes nós somos os responsáveis, não os outros.


Você pode expressar seu sentimento, seu desejo, seu pensamento... se isso será considerado e acolhido, é outro ponto!

Quando falamos de situações que dependam apenas de nós mesmos, como um emprego, um curso, uma escolha pessoal, de fato, depende apenas da sua decisão. Seguir ou não!

Mas e quando envolve uma ou mais pessoas? Como fica?


É essencial que você entenda que só vale a pena permanecer onde há espaço para a verdade. Nada é mais libertador e leve do que a verdade.

Verdade para sermos quem somos e também de aceitar a verdade do outro. Preservando o direito de ambos decidirem ficar ou partir... seguir ou não seguir, com base na verdade!


Se hoje você vive uma situação desconfortável, que tal refletir um pouco sobre como você se permitiu chegar neste lugar e qual foi a sua participação para que as coisas ficassem como estão? - O que ainda pode ser feito para melhorar? Existe algo? Ou você apenas se acomodou?


Você está no mundo. Você existe! Você é importante e merecedor de tudo o que há de melhor nesta vida. Você tem se permitido ser merecedor ou tem se tratado como um mero expectador?


Manifeste, expresse, diga, mostre, fale...

E caso você não seja ouvido, decida se deseja permanecer num lugar onde você não tem voz, ou se deseja buscar um espaço em que você não seja calado, mas valorizado.

É importante ter a capacidade de saber até onde você está disposto a ir, sem prejudicar sua saúde física em mental, para permanecer em uma determinada rotina ou situação.


Mas antes de decidir, seja justo! Verifique com todo cuidado e honestidade, se você não é a parte que cala o outro, que fere o outro e que anula o outro.

Ás vezes nós somos os vilões e não notamos, agimos como vítima... e se for, reconheça, busque as correções e ajustes necessários e veja que rumo as coisas tomarão. Fazer a nossa parte, dando o nosso melhor, é sempre o melhor caminho para evitar arrependimentos e ter a consciência tranquila para decidir, com clareza, quando encerrar ou ajustar uma situação.


Existem situações que já estão tão desgastadas que não vale a pena dedicar esforço e energia. Pode ser melhor começar algo novo da maneira certa. Mas também existem situações que podem passar por uma limpeza, organização e se tornarem incríveis. Vai da disposição, interesse, entrega e humildade dos envolvidos. Do quanto damos conta?



Por: Cintia Natoli

Fisioterapeuta Clínica e Integrativa

Saúde Integrativa | Estilo de Vida | Gerontologia | Espiritualidade



 
 
 

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